A artroscopia temporomandibular pode ser definida como um exame, estático e/ou funcional ou dinâmico, do interior das articulações temporomandibulares sendo este exame efectuado recorrendo a um artroscópio.
O artroscópio é um endoscópio que permite então avaliar com grande nitidez o interior das articulações. Esta visualização, ou endoscopia articular, permite efectuar diagnósticos mais correctos e ainda remover, caso seja necessário, pequenas amostras dos tecidos articulares para biopsias, tanto de tecidos duros como de tecidos moles.
A endoscopia permite efectuar lavagem articular interna e aspiração de fragmentos cartilaginosos intra-articulares e efectuar biopsias (articulares e/ou ósseas).
A grande vantagem deste exame é, sem dúvida, ser menos invasivo relativamente à cirurgia articular aberta onde o prognóstico acaba sempre por ser mais reservado. Também a cicatriz cutânea é menor, limitando-se a dois ou três pequenos círculos correspondentes aos orifícios de entrada dos instrumentos utilizados, quando comparada com a cicatriz contínua deixada pela cirurgia aberta convencional.
Este aspecto é particularmente importante na abordagem de senhoras que representam quase 90% das consultas de disfunção temporomandibular e que, ao contrário dos homens, têm a face integralmente visível sendo as cicatrizes, independentemente da sua origem, menos toleráveis que no sexo masculino. Para além disso os homens, além de nestes serem mais facilmente toleráveis as pequenas cicatrizes faciais, têm ainda a enorme vantagem de poderem optar por esconder as mesmas de diversas formas sendo a mais frequente o crescimento das patilhas e/ou de barba.
No entanto, nem todos os pacientes nem todas as situações clínicas são indicadas para efectuar esta ou intervenção. Existem patologias da articulação temporomandibular que, pela sua evidência diagnóstica ou pela alteração que provocam, não requerem este tipo de acção médica.
Deverá consultar o seu médico especialista de forma a avaliar o seu caso clínico e obter informação adicional à informação aqui disponibilizada.

Texto:
Dr. Nuno Carvalho de Sousa
Responsável pela Área de Patologia da Oclusão e ATM da Clínica da Face
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